quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Supernovas
A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 90% da matéria de uma estrela. O núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 Massas solares, a Pressão de Degenerescência dos elétrons não é mais suficiente para manter o núcleo estável; então os elétrons colapsam com o núcleo, chocando-se com os prótons, originando nêutrons: o resultado é uma estrela composta de nêutrons, com aproximadamente 15 km de diametro e extremamente densa, conhecida como estrela de nêutrons ou Pulsar. Mas, quando a massa desse núcleo ultrapassa 3 massas solares, nem mesmo a Pressão de Degenerescência dos neutrons consegue manter o núcleo; então a estrela continua a se colapsar, dando origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida como Buraco Negro, cuja Velocidade de Escape é um pouco maior do que a velocidade da luz.
Fonte: Wikipédia
Tá tá, vamos lá. Pra que eu coloquei essas informações de astronomia? Por que dados científicos serão sempre dados científicos, mas com um pouco de boa vontade, dá pra fazer uma analogia(é isso?) com nossos relacionamentos( peço licença por que eu nunca falei disso aqui).
Sempre teremos Supernovas nas nossas vidas, Ou que sejamos as próprias Supernovas. Em todos nossos relacionamentos, é só a gente matutar por um instante, para podemos identificar tal momento. Seja um primeiro beijo, a primeira vez que você viu ela, uma noite na praia, as primeiras conversas, uma ligação inesperada e por ai vai. São esses pequenos instantes que nunca conseguimos esquecer, mesmo que por vezes, a gente queira apagar tudo, depois de um fim. Formatar nossos pensamentos. São essas pequenas coisas, que fizeram valer tudo a pena.
E não adianta vim me reclamar, que o seu relacionamento tá durando, e nunca vai acabar. Perfeito mesmo, são só esses momentos, o resto é nada mais que a Supernova, morrendo, deixando de brilhar, pouco a pouco.
São momentos que duram as vezes, poucos segundos, se você tiver sorte, alguns minutos. O que os tornam tão especiais. Mas querer brilhar mais que toda uma galaxia, pra sempre é pedir demais.
“O para sempre é muito tempo,
tende ao infinito,
e caso exista quase ninguém vê... “
E realmente ninguém viu.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Gary Winick (1961-2011)

Como hoje a gente, espectadores(ou críticos), pode classificar o que seria um bom diretor de cinema? Aquele que tem mais filmes arrasta quarteirões? Aquele que faz filmes Cool, com trilha sonora rock indie? Ou todos aqueles que vai pra o lado mais cult e artistico?
Como posso colocar Quentin Tarantino ou Woody Allen num patamar de intocáveis, mestre máximos do cinema e esquecer os outros, com seus filmes um pouco menos “cool”, mas que estão ai fazendo seu trabalho?
O que faz um trabalho, de uma vida, se simplesmente ignorado? E me desculpe os descolados, essa raça infernal, que só sabem pagar pau pra meia duzia de filmes. Todo filme tem seu valor (posso me arrepender de tá escrevendo isso), por mais simplório que seja.
Assim que soube da morte de Gary Winick, foi isso que passou pela minha cabeça, fiquei sabendo só meses depois que ele faleceu, e olhe que eu sempre tou(ou pelo menos acho) por dentro dessas coisas, mas foi assim. Nenhuma homenagem, nenhum especial de filmes na programação desses canais, nada, talvez uma nota no telejornal, que eu deixei escapar, apenas isso.
Uma pena que uma pessoa que tenha lutado tanto pelo cinema, fundando uma produtora para a criação de filmes independentes, e claro, dirigido bons filmes(mesmo muita gente falando o contrario), tenha um final tão apagado.
É aqui que eu faço essa pequena homenagem tardia a esse cineasta responsável por:
De repente 30: Não é seu primeiro filme, mas foi o que deu o “bum” em sua carreira. Usa uma ideia
não original, reaproveitada do “eu quero ser grande”. Repetidas as vezes sua exibição na Sessão da Tarde deve ser seu filme mais famoso.
A Menina e o Porquinho: Seu filme mais bonito, com certeza, essa versão Live Action do classico desenho. Dispensa maiores comentários, sendo bem fiel a obra original, então se você conhece o desenho, vai se encantar com o longa.
Noivas em Guerra: Logo após ver esse filme, fiquei meio assim, pra mim era mais um filme pra mulheres solteiras acima dos 30. Mas não, o filme é sim, uma boa comedia. Com minha musa Anne Hathaway enlouquecida brigando com sua amiga por um local aonde fazer uma recepção de casamento. Outro Pipoca bom de se ver numa tarde.
Cartas para Julieta: Sua obra-prima, assim podemos dizer, um romance previsível, sim, mas tão gostoso, e com belos cenários, que não tem como se encantar. Ainda mais com aquela coisa linda, (como diria uma colega “suspiros apaixonados”) Amanda Seyfried. Filmado com sua saúde já muito debilitada, foi uma grata surpresa ele ter conseguido rodar até o final, e o filme ter tamanha qualidade. Romântico e doce, pra um bom fim.
domingo, 24 de julho de 2011
Pelas ruas de Paris
Em 1976, o cineasta Claude Lelouch fez um incrível curta-metragem, de uma coragem que eu nunca vi igual. Acompanhado de um piloto de formula 1, em uma Mercedes Benz, ele rodou pelas principais ruas de Paris a mais de 200 km/h, ultrapassando sinais vermelhos, pela contra-mão, que não seria nem um pouco exagerado falar que é um milagre não ter acontecido nenhum acidente. Nesse curta, alem de muita velocidade, temos uma visão bem intima das ruas de Paris, não ficando limitada apenas a Torre Eiffel e seus arredores. Ah, mas toda irresponsabilidade é justificável ao final do curta, em uma bela cena romântica, por que, afinal, qual amor não é irresponsável?
E se você ao assistir ficou pensando que já viu o vídeo, você está certo, 30 anos depois, o Snow Patrol sincronizou seu maior sucesso, Open Your Eyes, fazendo o curta-metragem também seu clipe. Resta saber o que vocês preferem: O lindo ronco da Mercedes, ou a bela canção do Snow.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Os filmes que eu gostaria de dirigir.
Mas pensando comigo mesmo, e se eu fosse um diretor de cinema, atual, hollywoodiano, porque não?! Quais os filmes lançados que eu gostaria de ter feito? Preparei essa lista de 10 filmes, mas não quer dizer que sejam filmes tops de critica ou bilheteria. São filmes apenas que sua montagem funcionou tão bem, e ficou tão gostoso de se ver(ou de eu ver), que eu falo pra mim mesmo: esse filme saiu da minha cabeça. Então vamos a lista de 10
10.Moulin Rouge - Amor em Vermelho: Esse deve ser o único musical na lista, uma coisa tão frenética que se choca com o amor em Paris. As musicas são lindas e se encaixam perfeitamente.
9. Férias Frustradas de Verão: Sem duvida nenhuma o Shakespeare da minha geração é o Greg
Mottola, consegue transmitir sua juventude num filme tão sincero, que por vezes chega a
emocionar, coisa que eu não esperava dessa que é uma comedia bem acima da media.
8. Ed Wood: A paixão por fazer filmes, e o amor pelo cinema, isso tudo sem ter o menor talento. Ed Wood foi dos mais excêntricos diretores, considerado o pior do mundo até hoje.Como eu disse, eu seria algo parecido como ele.
7.(500) Dias com ela: Em nossos relacionamentos amorosos, sempre nos defrontamos com experiências boas e ruins. A vida estabelece estas situações a todo o instante, e ainda sim, não sabemos ao certo como lidar com elas, eventualmente, há a desapontamento e a inevitável desilusão. Realmente, o amor é um sentimento confuso e por vezes incompreensível, isso porque, em determinadas ocasiões que vivenciamos em nosso trajetória, temos a impressão de encontrado a pessoa certa, a alma gêmea se preferirem, e em grande parte das vezes, aquele sentimento pulsante em nosso peito é apenas uma triste miragem. Marc Webb nos entrega uma obra realista sobre o amor que por muitas vezes me senti na mesma.
6. A Fantástica Fábrica de Chocolate: Um dos filmes infantis mais surrealistas de todos os tempos, com certeza o melhor filme que eu vi na minha infância, e não estou falando do filme do Tim.
5. Vanilla Sky: “Cada minuto que passa é uma chance de virar o jogo “ Assim, Cameron Crowe entra em um lado obscuro da mente humana. Até que ponto o ser humano, em plena sanidade de suas faculdades mentais pode discernir a realidade externa da sua própria realidade?
4. Ratatouille : Imagine coisa mais contraditória, do que um rato na cozinha, e pior, um rato como Cozinheiro Cheff. Só poderia ser a pixar mesmo. Uma obra-prima da animação, que nos jogar numa deliciosa Paris e suas ruas, que nos faz saborear a cada prato e que me emociona, a cada vez que o ratinho lê a critica do Anton ego.
3. O Pianista: Ah filmes de Guerra, tem como não se encantar? Mesmo que seja historia horrorosas? O pianista não é um filme de guerra convencional, não temos ação por todo instante, nem sangue, nem tudo aquilo que costumamos ver. Porem temos a fuga de um homem, que se torna tão angustiante quanto qualquer outro filme. Obra máxima sobre a segunda guerra mundial.
2. De volta para o futuro: Imagine que louco voltar ao passado e mudar o futuro, ou ir no futuro e mudar o presente, ou salvar alguém no futuro? Tudo isso com muito Rock rool e a bordo de um Delloren? De uma premissa tão simples temos talvez um dos melhores filmes de todos os tempos.
1. Curtindo a vida Adoidado: Muitas pessoas tem a ideia de Carpe Diem , porem até hoje não se pode dizer o que realmente é. Dá uma definição do que se deva fazer pra estar Carpineado, oi? Ferris Bueller talvez seja o que chegou mais perto, matando aula, aceletrando uma ferrari, indo a bons restaurantes, visitando um museu, assistindo um bom jogo de futebol, amando, cuidando do seu amigo, falando com os espectadores, cantando numa parada, ufa, deu até canseira. Eu sou de uma geração que considera Carpe Diem sair pra uma festa, beber wisk e energético, ouvir forro, em um carro com som automotivo equipado. John Hughes criou um modelo de pessoa que deveria ser seguido por todos, salve Ferris.
domingo, 10 de julho de 2011
Quando eu quase morri
Eu lembro que esse ano mesmo sofri um acidente, um cara em uma dessas Pick Up de cabine dupla veio com tudo de ré, e eu esperando minha vez de passar, bem, não deu outra, a moto foi parar de baixo da Pick Up e eu por muito pouco pulei antes, eu que avisei ao tabacudo que tinha uma moto em baixo do carro dele, vê se pode. Outra vez foi em minha formatura, de terceiro ano. Festa com uma piscina que tinha sabe o que? Eletricidade, até hoje eu quero saber de quem foi a ideia de deixar uma piscina com lampadas no meio e fios passando por ela. E claro, alguém tinha que tentar me jogar nela. Sorte que eu segurei num troço lá. Outro fato que eu lembro, esse talvez seja o pior da lista, por que dessa vez eu realmente morri, e voltei. Foi em um São João em Campina Grande, em 2005, que em uma noite eu bebi tanto, mas tanto, mas tanto, que tive que contar com uma ajudinha do SAMU. Ai eles medem glicose, glicose com mais de 300, WTF? E vomita, e perde a consciência, e entra e coma, e dá uma parada cardiorrespiratória, e vamos lá, liga desfibrilador, tenta algumas vezes, 3 minutos depois tou de volta.
Ah quem diga que quem passa por isso tem um encontro com Deus, ou vê uma luz, ou conversa com um unicórnio cor de rosa. Sinto informar os mais crédulos que nada disso acontece, desculpem queridos, você simplesmente apaga e não lembra de nada. No outro dia acordei com talvez a pior ressaca da minha vida e algumas queimaduras no peito do desfibrilador, e claro com as historias.
E qual a moral que você tira disso tudo? Nenhuma ué, você tá vivo, pode a qualquer momento morrer, ou passar bem perto disso. E vocês? Tem alguma historia?
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Minhas declarações de amor
Peter Parker numa passagem do filme vai visitar sua tia no hospital, lá encontra sua paixão secreta, Mary Jane Watson. A mesma estava namorando seu melhor amigo, porem conta que o namoro não vai tão bem.
Mary Jane: O fato é que eu amo outra pessoa.
Peter: Ama?
MJ: Acho que amo. Bem, não é hora de falar sobre isso.
Peter: Não, não, continua. Eu deveria saber o nome desse cara?
MJ: Vai achar que é amor bobo de criança...
Peter(mais animado): Confie em mim.
MJ: É engraçado, ele salvou minha vida duas vezes, mas eu nunca vi o rosto dele.
Peter(menos animado, mas com um sorriso no rosto): Ah, ele.
MJ(rindo): Você está rindo de mim...
Peter(sentado): Não, eu entendo, ele é muito legal.
MJ(senta-se em frente a ele): Mas você acha que é verdade todas as coisas horríveis que falam sobre ele?
Peter: Não, não. Não o homem-aranha. Sem chance. Eu o conheço um pouco, sou tipo um fotógrafo não oficial dele.
MJ(animada): Ele já falou de mim?
Peter: Já
MJ: O que ele disse?
Peter: Bem, eu disse. Ele perguntou o que eu achava de você.
MJ: E o que você disse?
Peter(olhando bem nos olhos dela): Eu disse: “Homem-Aranha”, “a melhor coisa sobre a MJ é quando você olha nos olhos dela e ela olha de volta nos seus… tudo parece fora do normal porque você se sente… mais forte… e mais fraco ao mesmo tempo. Você fica eufórico e ao mesmo… apavorado. A verdade é que você não sabe como se sente, só sabe o tipo de homem que quer ser. É como se atingisse o inatingível… sem estar preparado pra isso”.
MJ(emocionada): Você disse isso?
Peter:(meio que se dando conta no que acabou de dizer). Bem, mais ou menos isso.
Ela toca a mão dele