terça-feira, 2 de agosto de 2011

Gary Winick (1961-2011)



Como hoje a gente, espectadores(ou críticos), pode classificar o que seria um bom diretor de cinema? Aquele que tem mais filmes arrasta quarteirões? Aquele que faz filmes Cool, com trilha sonora rock indie? Ou todos aqueles que vai pra o lado mais cult e artistico?
Como posso colocar Quentin Tarantino ou Woody Allen num patamar de intocáveis, mestre máximos do cinema e esquecer os outros, com seus filmes um pouco menos “cool”, mas que estão ai fazendo seu trabalho?
O que faz um trabalho, de uma vida, se simplesmente ignorado? E me desculpe os descolados, essa raça infernal, que só sabem pagar pau pra meia duzia de filmes. Todo filme tem seu valor (posso me arrepender de tá escrevendo isso), por mais simplório que seja.

Assim que soube da morte de Gary Winick, foi isso que passou pela minha cabeça, fiquei sabendo só meses depois que ele faleceu, e olhe que eu sempre tou(ou pelo menos acho) por dentro dessas coisas, mas foi assim. Nenhuma homenagem, nenhum especial de filmes na programação desses canais, nada, talvez uma nota no telejornal, que eu deixei escapar, apenas isso.
Uma pena que uma pessoa que tenha lutado tanto pelo cinema, fundando uma produtora para a criação de filmes independentes, e claro, dirigido bons filmes(mesmo muita gente falando o contrario), tenha um final tão apagado.

É aqui que eu faço essa pequena homenagem tardia a esse cineasta responsável por:

De repente 30: Não é seu primeiro filme, mas foi o que deu o “bum” em sua carreira. Usa uma ideia
não original, reaproveitada do “eu quero ser grande”. Repetidas as vezes sua exibição na Sessão da Tarde deve ser seu filme mais famoso.

A Menina e o Porquinho: Seu filme mais bonito, com certeza, essa versão Live Action do classico desenho. Dispensa maiores comentários, sendo bem fiel a obra original, então se você conhece o desenho, vai se encantar com o longa.

Noivas em Guerra: Logo após ver esse filme, fiquei meio assim, pra mim era mais um filme pra mulheres solteiras acima dos 30. Mas não, o filme é sim, uma boa comedia. Com minha musa Anne Hathaway enlouquecida brigando com sua amiga por um local aonde fazer uma recepção de casamento. Outro Pipoca bom de se ver numa tarde.

Cartas para Julieta: Sua obra-prima, assim podemos dizer, um romance previsível, sim, mas tão gostoso, e com belos cenários, que não tem como se encantar. Ainda mais com aquela coisa linda, (como diria uma colega “suspiros apaixonados”) Amanda Seyfried. Filmado com sua saúde já muito debilitada, foi uma grata surpresa ele ter conseguido rodar até o final, e o filme ter tamanha qualidade. Romântico e doce, pra um bom fim.

4 comentários:

Laiane Jociene disse...

Ai ai (suspiros apaixonados)... (;

luciana disse...

Fico triste por ver alguém começando a carreira e parando pela metade.

Essas não são meus filmes preferidos, mas foram trabalhos interessantes para o público que ele buscava.

RIP

Nayara Lima * disse...

que belíssimo texto Pedro...
muito mesmo!
linda homenagem (:

Crisane Farias disse...

Um cineasta guerreiro, me emocionei com a homenagem. Não só por ele ser um dos meus favoritos mas pela forma em que você colocou os atributos. Ah, e tinha que citar o Woody Allen, né? kkkk :x